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 Fan Fic Sailor Moon - Fic nº1 Reescrita

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Tinoco-chan
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MensagemAssunto: Fan Fic Sailor Moon - Fic nº1 Reescrita   Setembro 6th 2010, 3:30 am

Vou trazer aqui algo de exclusivo. Eu escrevi esta fic ha quatro meses, mas a primeira versao tinha ficado uma porcaria, e entao decidi reescrever. Esse e primeiro forum onde publico essa aqui por isso,espero que voces gostem do fundo do coraçao, ou como diz o japonês: kokoro ^^

Ah ia-me esquecendo: há Yuri no início da fic XD
Yuri=duas meninas namorando Razz


Índice

Prólogo ..................................................................... 1
Capítulo 1 ................................................................. 1
Capítulo 2 ................................................................. 1
Capítulo 3 ................................................................. 1

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Última edição por Tinoco-chan em Outubro 3rd 2010, 5:30 pm, editado 4 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Fan Fic Sailor Moon - Fic nº1 Reescrita   Setembro 6th 2010, 3:33 am

Fic Fic *.*

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MensagemAssunto: Re: Fan Fic Sailor Moon - Fic nº1 Reescrita   Setembro 6th 2010, 3:37 am

Crime, voce nem da tempo para postar o capitulo. Aviso que isso só vai ser actualizado de tempos a tempos, pois eu ainda nao tenho quase nada escrito. Pelo que vai demoraaaaaaar muiiiito XD


Aqui vai ^^


Prólogo
*Flashforward*
- Haruka…
- Mariana…
Estávamos na nossa vivenda, a dez minutos do centro de Tóquio, Japão. Tinham-se passado três anos desde a batalha contra a Galáxia e eu, Susana, Octávia e Mariana vivíamos juntas desde então, numa mansão que eu e Mariana comprámos. Era grande, espaçosa, e tinha tudo aquilo que nós precisávamos.
Contudo, haviam coisas que não corriam bem.
Apesar de nos últimos tempos estar bem com Mariana, cada vez mais a sentia distante de mim.
Lembrava-me de, quando começámos a namorar, alguns meses depois de termos “renascido”, de certa forma; de lhe ter dito, olhando nos seus olhos azuis, com um ar profundo: Eu não te prendo Mariana, e, se encontrares alguém, seja esse alguém outra rapariga, ou mesmo um rapaz que diga que te ama, e se amares esse alguém mais que eu, és livre de ir… Apesar de te amar loucamente, sou capaz de fazer isso por ti… Porque mesmo te amando, só te quero ver feliz… Lembrava-me desse dia, como se fosse hoje. Lembrava-me das lágrimas salgadas de tristeza, que me começaram a cair pela minha face, e que foram secadas pelos beijos apaixonados de Mariana. Apesar de a amar, sabia que, possivelmente, mais tarde ou mais cedo, ela me deixaria, para ir para os braços de outra pessoa. Sabia bem que a nossa relação era efémera. Sabia também que não valia a pena depois ficar a chorar. Mas era demais para mim… Não suportava a ideia de uma separação abrupta. Amava-a demais, e, ao longo daqueles dois anos, a paixão aumentara, e acho que já não seria capaz de sobreviver sem o seu amor.
- Haruka… Tenho algo para te contar… - Disse-me Mariana, com os seus olhos azuis a recaírem sobre o meu semblante tenso. O meu olhar acabou por se desviar das complicadas notas que eu insistia em tentar reproduzir nas teclas de marfim do meu piano, e, depois do baque surdo da tampa do piano a fechar-se sobre as teclas, olhei para ela, com um olhar meio lacrimejante.
- Diz… Mariana… Embora eu já calcule… - Eu sabia que ela, de há uns meses para cá andava a sair com um admirador dela, um tal de Jedite Okinawa, um rapaz loiro, alto e de olhos azuis, 20 anos de idade e uma paixão exacerbada por violinos. Sabia também que ele tinha três irmãos, Kunzite, de 26 anos, cabelo longo e prateado, olhos azul-cinza, ligeiramente mais alto e entroncado que Jedite; Neflite, de 24 anos, cabelo longo e castanho-arruivado, olhos verde-avelã, da mesma altura que o Jedite, mas de certa maneira, com um ar mais exótico que o irmão; e por fim, Zoicite, de 16 anos, cabelo longo também, mas o seu era num tom de castanho-alourado. Ele era, para além de ser o mais novo, o mais baixo dos quatro irmãos, embora tivesse uma maturidade superior à da maior parte dos rapazes da sua idade. Apesar de serem irmãos, as suas aparências, tão diferenciadas, fazia parecê-los tudo, menos irmãos. Eu já tinha tido a oportunidade de conhecer Jedite e Kunzite, nos bastidores de um dos concertos de piano que eu dera em conjunto com Mariana, como sempre, naquele ambiente de união e melancolia proporcionado pelos acordes do violino, e pelas notas tristes do meu piano de marfim. E ao ver aqueles dois, naquele espaço tão confiado, deu-me uma sensação daquelas… Senti-me ameaçada, não pelo facto de Jedite ter passado todo o tempo em que teve a falar com Mariana, a olhar embevecidamente para ela, nem por Kunzite me ter fitado umas quantas vezes com um ar de curiosidade exagerada, mas pela aura que eles emanavam. Tinha uma ponta de maldade incrustada nela, e isso fazia-me não gostar muito deles. Contudo… Tinha de deixar passar, não podia fazer nada. Era apenas algo que eu sentia, e não sabia se Mariana sentia o mesmo que eu, pois ela nada me contava. Há algum tempo que se fechava para mim.
- Haruka, lembras-te… De há dois anos… Teres-me dito que me deixarias ir…
*Fim do flashforward*

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MensagemAssunto: Re: Fan Fic Sailor Moon - Fic nº1 Reescrita   Setembro 6th 2010, 4:02 am

*.*
Tinoco-chan
Se demorar muito não aguentareiiii *.*
queroo Haruka pra mimmm *.*

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MensagemAssunto: Re: Fan Fic Sailor Moon - Fic nº1 Reescrita   Setembro 9th 2010, 10:03 am

Eita mii
boa not: cap um escrito
criticas se aceitam ^^
Amei seu comment,mas se eu fosse uma moça q gostasse de outras moças, bem, Haruka eh minha *.* Eu vi ela primeiro *.*
muahahaha
Primeiro cap entao, sem disparatar mais XD


Capítulo 1 – Desconfianças
Hoje é o primeiro sábado de Setembro, e eu fui sair um pouco para desanuviar. Como Mariana, Octávia e Susana, tinham ido às compras, para comprar as coisas para o regresso às aulas de Octávia, e a mim, não me apeteceu ir, mas também não me apeteceu ficar por casa, a olhar pelas paredes, e sem fazer nada, decidi ir dar uma volta pela cidade, e talvez passar no salão de jogos, em Tóquio. Só queria estar longe de casa, nada de mais. Estar em casa causava-me alguma angústia, sobretudo quando Mariana não está.
Quando ela está longe de mim, fico sempre a pensar no pior. Sempre a pensar que ela está naquele preciso momento a trocar-me por alguém. Mas depois ela aparece sempre com um sorriso afável, e os seus beijos quentes e apaixonados vêm acalmar a minha ânsia desmedida. Apesar de a amar imenso, não sei quanto tempo mais durará o nosso namoro.
Mas mesmo com isso tudo, mesmo com o amor que ambas sentimos uma pela outra, a nossa relação anda muito tremida. Podemos estar cheias de problemas, mas Mariana nem se esforça por me explicar o que está de errado. E eu fico sem saber o que posso fazer para melhorar tudo. Sinto-me
às vezes quase que desamparada, sem saber que rumo seguir, sem saber o que fazer. Mas de qualquer forma, lutava. Lutava para tentar fazer Mariana feliz, enquanto ela estivesse a meu lado.
Ao estar a andar de moto pelas ruas de Tóquio, com o vento a projectar-se contra mim, senti-me feliz. O vento ainda era algo que sentia com felicidade. O vento para mim era quase uma segunda vida, e sem ele, não sei o que seria de mim. Sentir-me-ia vazia sem poder sentir aquela brisa que corria de volta de mim, independentemente de os outros a sentirem ou não. Afinal, eu sou a guerreira dos ventos. Sinto e vejo coisas que as pessoas normais não vêem. Coisas que toda a gente ignora, por não ter a mente aberta o suficiente, ou meramente por não terem as capacidades que eu tenho. Contudo, não sentia com clareza tudo à minha volta. Parecia quase que estava tudo toldado por um manto de escuridão, tal como estava quando ainda nem sonhava que seria uma guerreira navegante. Um manto de escuridão, envolto em sonhos e maus agouros, que me diziam que possivelmente a Cara de Lua iria estar em perigo. Mas não queria acreditar. Há três anos que vivíamos em paz, sem inimigos, sem Starlights, sem nada. Era bom viver assim, uma vida pacífica.
- Haruka-senpai, que surpresa… - Ouvi uma voz por detrás de mim, que me soou conhecida, assim que entrei no salão de jogos. Acabei por me decidir a ir ali, pois precisava de desanuviar, e com os jogos de corridas que existiam no salão, este seria o escape perfeito para as minhas frustrações. Ao virar-me para ver quem me chamava, sorri. Um Mário, de sorriso afável e mão estendida, pronta a receber um aperto de mão, em trejeito de cumprimento, aproximou-se de mim. Eu sorri de volta, e apertei aquela mão esguia com vigor – Não estava à espera de te ver por aqui…
- É verdade que já fui aqui cliente mais assídua, Mário… Desculpa… Mas ultimamente tenho andado muito ocupada… Mas hoje decidi matar saudades do meu salão de jogos favorito. Há novidades por aqui?
- Mas qual é a semana em que não há novidades, Haruka? Chegou hoje mesmo… O jogo que te andava a prometer há meses… - Os seus olhos azuis brilharam com a ideia, e eu acabei por sorrir. Uh, vou ter algo novo para experimentar, vai saber-me bem… - E que consegui comprar com a tua ajuda…
- Estás a falar a sério? Já chegou? – Perguntei, ainda a receio que ele estivesse a gozar comigo. Desde o dia dos anos dele, há seis meses, que ele me andava a prometer aquele jogo, e até agora, não vira nada.
- Vê por ti mesma, Haruka. Está arrumado lá atrás, mesmo à espera de ser desempacotado, mesmo à espera que tu viesses… Está ali o espaço e tudo… - Ele levou-me na direcção das traseiras do salão, e mostrou-me a grande caixa onde vinha o jogo que eu tanto ansiava jogar: Daytona USA 2000 . Aquele jogo era a sensação dos outros salões de jogos japoneses, e há muito que Mário ansiava comprar para o salão, contudo por falta de dinheiro, nunca o tinha conseguido fazer, até que eu me metera pelo meio, e decidira comprar para ele, o tão ansiado tesouro. Só que demorara seis meses a chegar. E agora que tinha chegado, iria ajudar Mário a montá-la lá no seu lugar – Bem, julgo ser melhor despires o blazer…
- Oh… Claro. Não quero estragá-lo… Vou deixá-lo no balcão da entrada, aguenta aí um pouco… - Disse, enquanto voltava ao salão. A porta estava agora com o letreiro de “Volto já”, pois Mário, depois de me ter deixado entrar, fechara tudo.
Enquanto despia o blazer, relembrava o que tinha vestido naquela manhã, para sair, depois de Mariana, Susana e Octávia terem saído: Um blazer preto, que combinava com umas calças de ganga pretas, justas à cintura e à perna, como eu gostava; e uns ténis também eles pretos. A camisa era o único elemento branco na minha vestimenta, o que me dava um ar sombrio. Mas era assim que eu gostava de me sentir. Detestava multidões à minha volta, e como pessoa solitária que sou, gosto de poder estar sozinha. E aquela roupa era um bom mote para afastar as pessoas de mim. E sentia-me bem assim… A única pessoa que queria perto de mim, era Mariana, a luz da minha vida, a razão da minha existência. Mais ninguém era preciso para eu ser feliz. Tirando talvez os meus amigos, vá. São as excepções que eu tolero. Tudo bem que gosto de estar sozinha, mas também se não tivesse conhecido certas e determinadas pessoas, não seria o que sou hoje.
Depois de ter pousado o blazer em cima da bancada, arregacei as mangas da camisa, e voltei para as traseiras da loja, onde Mário, com uma gazua, tentava abrir a caixa de transporte da máquina de jogos. Ele ao ouvir os meus passos, virou-se para mim, e olhou para mim com um olhar, daqueles do tipo “Dá-me aqui uma ajuda”. Eu sorri, e ajudei-o a abrir a caixa. A felicidade que senti, assim que a tampa da caixa cedeu, foi sublime. Parecia uma criança a abrir uma prenda de Natal, com aquele sorriso infantil que os pais adoram ver nas crianças. Ao lembrar-me disso, desmanchei-me em gargalhadas. Mário não tinha entendido, mas depois de lhe ter explicado, ele riu-se também, e afirmou que se sentia da mesma maneira. Eu sorri, e depois, com a força dos dois, acabámos de desmantelar a caixa, para podermos contemplar a maravilha que iríamos levar para o interior do salão. Só que Mário encontrou algo que acabou por nos desiludir aos dois, e do qual nem nos tinham informado.
“Obrigada por adquirir este equipamento.
Para poder usufruir deste equipamento, terá de chamar um técnico qualificado em aparelhos electrónicos para fazer a instalação correcta do produto.
Mais uma vez obrigada pela confiança depositada nos nossos equipamentos.
A Equipa da SEGA©”

Uma etiqueta em tons de branco e azul estava pendurada no volante e quando a peguei para a ler, o meu sorriso desvaneceu-se, como se me tivessem tirado o presente das mãos.
- Desta não estava à espera… - Disse, largando a etiqueta e encostando-me à máquina, com um ar desiludido – Quando comprei a máquina, na SEGA ninguém me falou em nada disto…
- Pois… Como é a primeira vez que “compro” máquinas directamente na SEGA, não sabia disto… Parece que vai ter de ficar para a semana, Haruka…
- Sem problema… Ainda tens aí o Virtua Racer, não tens? Então serve-me perfeitamente, não te preocupes…
- Depois eu telefono-te quando tiver o jogo instalado…
- Claro. Agora vai lá abrir o salão. Eu vou dar uso às minhas moedas. Já falamos…

Mário assentiu com a cabeça, e depois voltámos para o interior do salão, onde crianças estavam a espreitar a ver se estava alguém para abrir o salão, visto que ele já estava fechado há meia hora. E afinal, era sábado, e a melhor coisa que podem fazer, é divertirem-se. Eu sorri, enquanto Mário foi abrir as portas. Enquanto isso, fui sentar-me em frente ao ecrã de jogo, e introduzi a moeda na ranhura, agarrando-me ao volante. A sensação que me deu foi de conforto, e também uma sensação de nostalgia. Fazia-me lembrar bons tempos, os tempos antes de conhecer Mariana, e de mudar toda a minha vida.
Lembrava-me como se fosse ontem.
*Flashback*
Era uma manhã muito agitada, pelo menos para mim. Seria a primeira vez que correria oficialmente, e sentia-me nervosa. O meu treinador dissera-me que não valia a pena estar enervada, pois eu tinha capacidade para vencer a corrida, por muito difícil que ela fosse, pois estava preparada para isso. Contudo, estou preocupada. Tinha medo que os nervos dessem cabo daquilo pelo que lutava há quase um ano. Um lugar de respeito por entre os rapazes, que afirmavam que as raparigas nunca seriam capazes de ganhar uma corrida. Isso irritava-me sobremaneira, pois detestava que os rapazes se armassem em superiores perante as raparigas. Queria apenas provar que as raparigas conseguem ser tão boas quanto os rapazes na Fórmula 1, ou em qualquer outro desporto motorizado.
- Haruka… Está na hora… Estás pronta? – Ouvi a voz do meu treinador ecoar pela box do Autódromo de Tóquio. Eu peguei no capacete, e limitei-me a pô-lo na cabeça. Apesar de agora tremer que nem varas verdes, sentia-me pronta para mais uma corrida. Mais uma corrida, que eu esperava que acabasse em vitória…
Não me lembro de nada do início da corrida, apenas de colocar as mãos no volante, e de me deixar levar…
*Fim do flashback*
Quando dei por ela, já tinha ganho três corridas contra o computador. Tornara-se repentinamente aborrecido. Eu já estava habituada a vencer aquele jogo contra o computador, até no nível mais difícil. Eu era a ídolo de muitas crianças que jogavam também aquele jogo, e naquele preciso momento, tinha três delas atrás de mim, a fitar por cima do meu ombro admiradas. Junto delas estava também um rapaz de olhos verde-avelã, e cabelos longos, de um tom castanho-arruivado, vestido com roupas casuais, tipo turista ou algo assim; que fitava igualmente o meu ecrã de jogo. Timidamente, ele chegou-se à frente das crianças, aproximando-se mais de mim, e depois, com uma voz clara e melódica, pediu-me:

- Posso fazer uma corrida contra ti? Se quiseres claro… – Eu fiquei atónita a olhar para ele. Nunca ninguém me desafiava, pois sabia que era certo perder. De qualquer modo, sorri sarcasticamente, e depois, estendendo a mão na direcção da cadeira ao lado à minha, fiz um gesto que queria dizer “Senta-te e aprecia a derrota”. Eu já sabia que iria ser canja. Mas de certo modo, acho que estava a subestimá-lo…
Ao introduzir mais uma moeda na ranhura, apareceu o menu do jogo. Escolhi o modo versus, e assim começou a corrida entre mim e aquele rapaz desconhecido que me desafiara. A corrida começara normalmente, mas de repente, tive uma sensação estranha. Sentia que os ventos me queriam avisar de algo. Algo bem perto de mim, uma energia negativa… Algo não estava bem. Olhei para aquele rapaz de cabelos arruivados, e o seu semblante angelical continuava absorvido na corrida que eu deveria ganhar, e da qual me tinha esquecido completamente. Quando olhei para o ecrã, o meu carro já se tinha despistado. Eu fiquei com o olhar perdido no ecrã. Não podia ter acontecido. A mensagem de “Game Over” corria no meu ecrã, e eu levantei-me. Fartei-me daquele jogo. E para além demais, ficara com a desconfiança gravada no meu pensamento.
- Foi uma boa corrida, miúdo… - Disse-me o rapaz de cabelos arruivados, que, e como a maior parte das pessoas, me confundiu com um rapaz. Depois, ele estendeu a mão, em trejeito de cumprimento, a qual apertei, e depois apresentou-se – Neflite Okinawa, muito prazer…
- Haruka Tenoh… - Limitei-me a dizer. Sabia que agora viria uma daquelas reacções típicas dos rapazes. Todo o mundo masculino, que adorava o mundo dos motorizados conhecia-me por, há quatro anos, ter derrotado o Yamada. Contudo, ele surpreendeu-me. A sua reacção foi tudo menos aquilo que eu estava à espera.
- Tenoh… Esse nome não me é estranho… Bem, espero encontrar-te mais vezes aqui, Haruka… - O rapaz sorriu-me e depois foi-se embora do salão, num passo altivo e calmo, o que me deixou completamente K.O. Bem, vá-se lá entender a mente masculina… Eu é que já não pesco nada disto… Ai, Mariana… Já estarás em casa? Bem, eu quero voltar para casa, já descarreguei as frustrações todas, e já não faço nada aqui… Ai santa paciência que é preciso ter…
Os três miúdos ainda olhavam para mim, admirados, talvez por me ter deixado vencer por aquele estranho rapaz, que aparecera do nada. Eu sorri-lhes, e depois fui ter ao balcão, ter com Mário, e fui buscar também o meu casaco, que lá ficara.
- Então Haruka, já te fartaste? Vi a derrota que sofreste. Não estavas com muita atenção pois não?
- Nem por isso, não estava minimamente interessada... E sim, vou andando. Tenho de ir para casa, tenho pautas para decorar. Amanhã lá estou eu de volta aos concertos. Não que me apeteça muito, mas pronto. Manda um abraço à Fernanda por mim…
- E tu manda outro à Susana e à Mariana. Diz a elas para passarem por cá um dia destes…
- Claro… Agora tenho de ir… Adeus…
Saí do Salão e fiquei tempos a olhar para a mão que usara para apertar a de Neflite. Ao apertar a sua mão, uma energia estranha trespassara-me o espírito, e parecia quase que recordações de um passado muito distante me tinham passado pela mente. Mas mesmo assim, aquela sensação de algo estranho, uma energia negativa, vinda dele, deixa-me desconfiada. Não sei o que fazer mas… Sem ter provas, não posso fazer nada. Mas mesmo assim desconfiava dele. Era estranho, alguém que nunca conhecera antes, me dar aquela sensação de que já a tinha visto antes, e aquele rapaz, Neflite, parecia-me algo familiar, de certo modo.
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Atenção:
Nomes usados para aqui, sao os nomes usados na versao da dublagem portuguesa. Entao:
Haruka-Haruka
Michiru-Mariana
Setsuna-Susana
Motoki-Mário
Hotaru-Octávia
Já agora, a Cara de Lua é Usagi-Bunny ^^

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MensagemAssunto: Re: Fan Fic Sailor Moon - Fic nº1 Reescrita   Setembro 10th 2010, 12:10 am

É se eu fosse uma moça que gosta de outras moças tudo bem tambem
Mas é que a Haruka é tão *.* *.* sem palavras!!!
não acabeide ler vou ter que sair =( odeio quando isso acontece --'

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MensagemAssunto: Re: Fan Fic Sailor Moon - Fic nº1 Reescrita   Setembro 10th 2010, 3:18 pm

misashi-san escreveu:
É se eu fosse uma moça que gosta de outras moças tudo bem tambem
Mas é que a Haruka é tão *.* *.* sem palavras!!!
não acabeide ler vou ter que sair =( odeio quando isso acontece --'
se vc fosse moça, q gosta de outras. bem fica aviso feito:
Haruka Amara Tenoh eh minha

adiante
isso eu detesto tambem Mii, tando lendo, e depois ter de parar, eh saco xD
eu espero, mal de mim não esperar
beijo ^^

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MensagemAssunto: Re: Fan Fic Sailor Moon - Fic nº1 Reescrita   Setembro 10th 2010, 6:48 pm

Acabei me faltava pouco ^^
Tenoh eu não acho este nome estranho u.ú
lindo
Tinoco-chan ^^
que maiss *.*

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MensagemAssunto: Re: Fan Fic Sailor Moon - Fic nº1 Reescrita   Setembro 10th 2010, 7:52 pm

Quando eu tiver mais pra postar, eu posto ok??
XD

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MensagemAssunto: Re: Fan Fic Sailor Moon - Fic nº1 Reescrita   Setembro 10th 2010, 11:24 pm

oks ^^
1 minuto depois

Eu querooo x.x maiss

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MensagemAssunto: Re: Fan Fic Sailor Moon - Fic nº1 Reescrita   Setembro 11th 2010, 1:40 am

se paciente miii
Senao nao leva
:u

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MensagemAssunto: Re: Fan Fic Sailor Moon - Fic nº1 Reescrita   Setembro 11th 2010, 3:02 am

tah bom T.T
melhor esperar do que ficar sem ^^

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MensagemAssunto: Re: Fan Fic Sailor Moon - Fic nº1 Reescrita   Setembro 11th 2010, 3:05 am

linda garota, vai ver nao eh dificil esperar XD

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MensagemAssunto: Re: Fan Fic Sailor Moon - Fic nº1 Reescrita   Setembro 12th 2010, 8:33 pm

Capítulo 2 – Encontro no parque…
Eu montei-me na mota, ainda com todos aqueles pensamentos abacalhoados no pensamento. Tudo ao molhe, atado num grande nó difícil de desatar. Coloquei o meu capacete, e dei à chave, mas aquele gesto meu só serviu para enrolar mais os meus pensamentos. O que já era confuso ao princípio, tornou-se ainda mais confuso assim que arranquei. As ideias corriam céleres pela minha cabeça que já estava completamente lotada. Não sabia que pensar, desde o meu relacionamento com a Mariana, até ao mistério que envolvia aquele rapaz do salão de jogos. Tudo enrolado numa bola de pensamentos, que não conseguia descortinar, de maneira nenhuma. Era tudo confuso, como se de uma pauta de Mozart se tratasse, com todos aqueles padrões intrincados de notas e de claves, e tudo aquilo tornava-se uma melodia difícil de interpretar. Neste caso, uns pensamentos difíceis de interpretar.
Decidi ir ao Parque de Tóquio, embora não conseguisse encontrar uma razão plausível para o fazer. Para além de que já não tinha idade para ali estar, não sabia mesmo o que encontrar ali. Mas sentia que tinha sido o vento a empurrar-me até ali, e certamente não a minha vontade. Não me lembrava de alguma vez ter sido feliz enquanto era criança, num local como este. Bem, eu mal tinha memórias desses tempos, e para não as ter, era porque algo de mal tinha acontecido nesse passado. E o meu cérebro é óptimo a lidar com esse tipo de coisas más. Apesar de por vezes ser bom recordar experiências passadas, eu só queria reprimi-las. Lembrar-me de certas coisas, como as que me lembrei quando me transformei pela primeira vez, seria um choque enorme para mim. Acho que nesse dia, foi a primeira vez que chorei em toda a minha vida, desde que eu me lembro dela. Lembro-me também, de que todas essas lágrimas foram choradas no ombro de Mariana, e que ela, em incessantes lamentos, me pedia uma e outra vez desculpa por me ter despertado. Ela não queria nada ter feito aquilo que fez, mas a decisão no fundo fora minha: Pegar a caneta de transformação e acabar com a simulação de vida feliz que tinha, ou continuar a simular uma vida perfeita, e deixar aquela Sereia de Neptuno morrer no meu lugar. Eu tomei a decisão de a salvar, e agora, cumpria o meu destino.
Depois, apaixonara-me por ela, e o mundo ganhara outra cor e outra vida. Nunca sentira aquilo que sentia agora por ela, por nenhuma outra pessoa, mas para mim, era natural amá-la. Era algo que eu não conseguia evitar, pois ela era a única pessoa que eu alguma vez amara na minha vida. Era também estranho, pois a sociedade não consegue assumir um espírito suficientemente aberto para aceitar uma relação homossexual, mas de qualquer forma, para mim era normal. E apesar de saber que Mariana gostava de mim à sua maneira, sabia também que ela consegue sentir o mesmo por um homem. E isso é-me difícil de aceitar, pois Mariana é o centro do meu mundo e sem ela, o meu mundo desaba que nem prédio em ruínas. Eu sabia que seria possível tudo acabar em cinco palavras, afinal, eu o permitira. Eu dissera-lhe que assim que quisesse, me abandonasse. Era só ela querer. Eu permitir-lho-ia, sem hesitar. Só a queria feliz.
Estacionei a mota no parque de estacionamento, e depois, o vento empurrou-me em direcção ao parque infantil, e foi nos baloiços que ele ficou, a empurrar suavemente um destes. Acabei por lançar um sorriso enviesado ao vento, de certa forma discreto, e acabei por me sentar no baloiço, serenamente, baloiçando-me ao sabor da brisa que agora me soprava os cabelos alegremente, de certa maneira a tentar acalmar os meus pensamentos agitados como o mar tempestuoso das noites de Inverno. E ali fiquei por tempos, a contemplar o céu azul de Setembro, que já trazia o cheiro a Outono. As folhas já começavam a cair, e as andorinhas a emigrarem para sítios mais quentes. Apesar do vento que se fazia sentir, as crianças brincavam alegremente, vestidas com calções e T-shirts, ou saias no caso de algumas raparigas, enquanto os seus pais conversavam alegremente nos bancos de jardim mais lá à frente, num tom divertido. Pareciam um autêntico grupo de crianças que se sentavam no recreio, e punham-se a falar das coisas mais triviais da vida.
Isso fez-me ter uma visão repentina da Cara de Lua e das outras meninas, as quais já não via há muito tempo, talvez por indisponibilidade minha, ou talvez por elas terem tanto que fazer. Ou ainda por eu ignorá-las sem ter consciência de o fazer. Isso magoava-me de certo modo, e aposto que magoava também a Cara de Lua, pois ela ao longo destes três anos tem insistido para que nos déssemos mais, mas era difícil um relacionamento entre nós. Eu sempre me dera com Mariana, e sempre fora ela a minha companhia ao longo de sete anos. Depois, apareceu Susana, e Octávia, e nós as quatro vivíamos juntas, de certa forma, como uma família. Mas apesar de eu gostar muito da Cara de Lua, não era capaz de conseguir um relacionamento desses com elas.
Passado algum tempo, cinco crianças estavam de volta do baloiço a olhar para mim, abismadas. Eu sentia-me tão bem, como já não me sentia há muito tempo, e penso que o meu semblante neste momento demonstrava isso mesmo. Sentia-me mesmo feliz, e quase infantil. Mas depois acabei por me levantar. Estava a ficar tarde, eu estava a ficar com fome, e não tarda Mariana, Susana e Octávia estariam a chegar a casa, e eu não tinha mesmo paciência para aturar Mariana, se ela começasse com um daqueles dramas que ela às vezes fazia.
Comecei a andar para fora da caixa de areia, num passo lento e calculado, embora o sentimento de desconfiança tenha-se acendido, depois de me ter levantado do baloiço, e isso fez-me olhar atentamente tudo à minha volta.

Foi tudo rápido demais…
Uma energia negra trespassou-me, e eu estaquei, admirada, sem me conseguir mexer. Depois parecia que estava num universo paralelo. Um vulto negro passou por mim, parecendo tão rápido quanto o vento, lançando uma gargalhada maldosa perto do meu ouvido. O vulto depois acercou-se de mim, lançando-me rápidas palavras, quase imperceptíveis. As memórias reprimidas voltaram a assomar-me o espírito, e depois, as trevas.
*****
Acordei estremunhada, completamente à nora, e com uma dor lancinante na cabeça. Também já não me lembrava muito bem onde estava.
Quis levantar-me, mas não pude. Um rapaz com um aspecto jovem, de longos cabelos num tom castanho-alourado, de olhos verdes e estatura baixa, fixou o seu olhar no meu. O seu olhar era um olhar preocupado, tal e qual como o seu semblante, e as suas mãos estavam pousadas no meu peito, tentando impedir-me de me levantar, mantendo-me deitada naquilo que eu consegui reconhecer como sendo areia.
- Ei, tu estás bem? – Perguntou-me o rapaz, num tom preocupado – Por favor, não te levantes, é que bateste com a cabeça com alguma força no degrau… Ai… Ao menos lembras-te de onde estás? Sabes quem és, certo?
Eu virei o meu olhar meio que alucinado para o lado, tentando absorver o máximo que pudesse daquilo que estava à minha volta, e um monte de pessoas estava à minha volta e do rapaz. Apesar das dores de cabeça de tamanho descomunal, até me sentia bem. A dor de cabeça seria algo que passaria, com um analgésico, e uma boa noite de sono. Contra a vontade do rapaz, acabei por me sentar, e voltei a virar o olhar para ele, esboçando depois um pequeno sorriso.
- Estou óptima, obrigada pela preocupação. Eu… - Eu tive de pensar numa boa desculpa, até que se fez luz – Tive uma quebra de tensão… Acontece-me muitas vezes… Não te preocupes mais comigo, a sério… - Bem, se aquilo me convenceu, acho que convenceu também o rapaz, que pareceu ficar convencido do que eu tinha dito, e ele esboçou um sorriso, nitidamente aliviado. Acabou por se levantar, e estendeu-me a mão, querendo-me ajudar a levantar, que eu aceitei, não querendo parecer mal agradecida.
- Tens a certeza que estás bem, miúda? – Ele aproximou-se de mim, e falou bem perto do meu ouvido. Eu lancei uma gargalhada animada, e depois afastei-me, sorrindo ainda.

- Tenho… Agora… Eu tenho de ir… Voltar para casa… Adeus, e obrigada mais uma vez.
- A propósito… Sou o Zoicite – Ele acabou por se apresentar, o que de certa forma, me parecia constrangedor. O rapaz não parecia ter mais de 14 anos, e já estava a fazer-se a mim… Bem… Constrangedor demais até…
- Haruka. Bem… Sayonara… - Foram as minhas duas últimas palavras, não querendo ser mal-educada. Mas mesmo assim, aquele rapaz…
Já era a terceira vez hoje que tinha aquela sensação estranha, a mesma que tivera com o rapaz do Salão de Jogos, e quando entrara no parque. Teria sido ironia do destino o vento me ter trazido a este parque? Seria que o vento me queria avisar de algo?
Bem… Só o tempo o dirá…

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MensagemAssunto: Re: Fan Fic Sailor Moon - Fic nº1 Reescrita   Outubro 3rd 2010, 5:13 pm

Capítulo 3 – O concerto - incompleto
Domingo de manhã.
Acordei com uma enorme dor de cabeça, apesar de ter tomado um analgésico antes de me deitar. Mariana ainda não sabia daquilo que tinha acontecido ontem de manhã, mas também ela não aparecera em casa o dia todo. Susana e Octávia apareceram duas horas depois, sozinhas, e cheias de compras, enquanto eu estava na cozinha, a ultimar a minha tentativa frustrada de fazer algo para o almoço. Claro que, como eu não sou muito boa cozinheira, não saiu nada de jeito, mas ao menos, fora possível comer aquilo. Mariana apenas aparecera para jantar, e mais nada me dissera ao longo da noite. E ao contrário do que era normal, ela não dormiu comigo. Contudo, nem contestei, pois sabia não valer a pena, pois Mariana não se abriria comigo. Há uns dias que ela estava assim. Diferente comigo. Parecia quase afastar-se de mim, como se eu fosse algo de mau. Contudo, e só por esta noite, eu entendia. Tínhamos um concerto esta noite, nada podia correr mal, e muito menos uma de nós ficar desconcentrada o suficiente para se enganar numa nota, e estragar todo o concerto. De maneira alguma algo assim poderia acontecer. Tínhamos de ser profissionais, acima de tudo, e algo assim, poderia manchar a nossa reputação. Se bem que a minha reputação não me interessa.
A única reputação que me interessava, era a do motocross… E até essa perdera. Tudo por causa da porcaria de treinador que arranjara. Se não fosse esse treinador, e todas as broncas que ele me arranjara, eu não estaria a dar concertos. Provavelmente estaria agora a defender o meu título… O título que perdera à pala dele…
*Flashback*

27 de Janeiro. O dia do meu 20º aniversário.
Estava prestes a entrar na corrida mais importante da minha vida.
Sentia-me mais nervosa do que o normal, afinal de contas, hoje era a final da taça do mundo de motocross. E era tudo para mim. Seria algo que definiria o resto da minha carreira. Mas de qualquer maneira, sentia…
Algo iria correr mal. Os ventos passavam por mim completamente agitados, e o barulho que se ouvia do vento a soprar lá for, depois de ter entrado nos balneários, preocupava-me. O vento parecia revoltado com algo, algo mau. Mas não era inimigo… Seria fácil demais, eu detectaria, mesmo sem a ajuda do vento. Sentiria as energias a pairar no ar. Mas parecia que o vento me queria avisar de algo. O vento sempre me avisara de tudo. Não seria agora que ele me falharia. Mas mesmo assim, quis ignorar. Queria que tudo corresse bem.
O tempo urge. Os minutos esgotam-se, e a hora da corrida aproxima-se. Eu visto o equipamento, nervosamente. Mariana lá fora esperava-me, e eu queria ainda receber um beijo de boa sorte vindo dela. Antes de tudo… Mas ainda… Com aquela sensação…
O coração acelera, a respiração fica irregular… O nervosismo aumenta… Já não sabia para onde me virar. Acabo por tirar uma garrafa de água da geladeira, e bebo-a de um trago. Não me soube lá muito bem, pois uma pontada de dor acabou por surgir, embora tenha passado rapidamente. Mas ao menos acalmou-me os pensamentos por um pouco. Era daquilo que eu estava a precisar naquele momento… Algo que me acalmasse.
- Última chamada para os pilotos se apresentarem na linha de partida… A corrida começará dentro de dez minutos… - Ouvi os altifalantes ecoarem dentro dos balneários, e eu, num gesto rápido, peguei o capacete, e saí porta fora, esbarrando-me com Mariana, que quase caiu, devido ao meu ímpeto.
- Ai… - Eu apanhei-a, antes que caísse no chão, e tomei-a por entre os meus braços - Assustaste-me, Haru…
- Desculpa, Mariana, não estava nada à espera que viesses aqui ter comigo ao balneário…
- Não faz mal… Eu só vinha… Dar-te um beijo de boa sorte… Como sempre… - Ela falou num sussurro romântico, e depois, aproximando a sua face da minha, os seus lábios carnudos e doces tocaram suavemente os meus. Depois, ela envolveu o meu pescoço com os seus braços, querendo ficar mais perto de mim. Eu abracei o seu corpo mais junto do meu, mas tive de quebrar o beijo. Lembrei-me repentinamente que tinha de ir para a linha de partida.
- Desculpa, Mariana, mas os romantismos vão ter de ficar para depois… Eu tenho de ir para…
- Eu sei… - Ela voltou a dar-me um beijo rápido, e depois eu libertei-a – Estarei à tua espera na meta…
- Amo-te, Sereia de Neptuno…
- E eu a ti, Princesa dos Ventos… Boa sorte, ou como diriam no mundo do espectáculo… Boa merda… 
- Obrigada… - Depois de tudo aquilo, tive mesmo de me despedir. Saí de ao pé dos balneários em passo de corrida, em direcção à pista. Não podia demorar mais, embora a minha ânsia aumentasse a cada passo, a cada inspiração, a cada batida do coração. Os minutos passaram a correr, sem aviso, e eu senti-me ainda mais ansiosa. Já montada na minha mota, e com o treinador a dar as últimas indicações, estava pronta. O meu coração estava quase no ponto de rotura, os pulmões quase a explodir, devido à minha respiração acelerada. Estava na hora.
Coloquei o capacete, e olhei em frente, para observar a pista onde iria agora disputar a final. Parecia ser fácil, e o tempo que fizera no treino de adaptação não fora mau de todo. Sentia-me pronta. Era a melhor piloto em prova, e atenção na maneira em como o digo, A melhor, e não o melhor. Eu sou a única piloto que alguma vez conseguiu chegar a uma final destas, e era importantíssimo para mim. Seria feita história, se eu ganhasse.
Foi dado o sinal de partida. A pulsação acelerou ainda mais, o coração batia que nem louco de tanta excitação. Era o máximo que podia dar. Sentia-me excitada. Estava em primeiro lugar, e tinha tudo para ganhar.
Mas tudo se tornou um filme com final infeliz, em câmara lenta.
O ritmo cardíaco começou a desacelerar…
A respiração parou…
Os olhos fecharam-se… O cérebro entrou em protesto…
A queda fora brutal…
Um acidente ocorrera. Tudo ficou perdido…
O meu corpo caíra na inconsciência total. Como se tivesse caído num sono profundo. Seria a morte, ou algo ainda pior?
*****


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explicando o porque de ter parado ali
Nao acabei de passar o capitulo para o pc. Espero, no entretanto, que gostem deste pedaçinho ^^
Beijocas ^^

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